sábado, 16 de fevereiro de 2008

A Gestão Eficiente de Recursos Humanos (Melhores Práticas)

Numa crescente intensificação das funções e responsabilidades dos Recursos Humanos, a eficiência continua a ser fundamental.
Empresas lideres de mercado, alinham cada vez mais as politicas de recursos humanos com a politica geral da empresa, como forma de aumentar receitas e sustentar objectivos de longo prazo.

Num primeiro patamar, gestores de recursos humanos lutam por optimizar a eficiência negocial de processos, através da standarização, automação e integração de processos de negócio, baseados em casos de sucesso e modelos tecnológicos. Essa optimização dos processos negociais, liberta recursos que podem ser aplicados em áreas de crescimento e de produtividade. Centralizar e consolidar as operações de recursos humanos, de forma partilhada aumenta a eficiência e eficácia dos processos de recursos humanos. O outsourcing de operações de recursos humanos, nem sempre resultam em baixos custo ou qualidade dos serviços. As organizações precisam de avaliar o valor, performance e reduções de custos, entre soluções com serviços internos ou externos. Soluções IT, continuam a apoiar o desenvolvimento das melhores praticas, com soluções de sistemas integrados, dados e processos.

Empresas com gestão de recursos humanos eficientes, constantemente reavaliam os seus processos, para conseguirem atingir um equilíbrio na optimização, da eficiência, dos custos e serviços, num meio em constante mudança.

O benchmarking é uma ferramenta importante, para as empresas alcançarem um equilíbrio entre eficiência e contribuição dada por serviços de valor acrescentado que suportem os objectivos estratégicos da empresa. Através da medição de vários indicadores e comparação dos resultados alcançados, com outras empresas, os recursos humanos da empresas podem alcançar elevados níveis de eficiência e eficácia, conseguindo ser uma mais valia na performance da empresa.

Num estudo conduzido pelas empresas ASUG e SAP, sobre as praticas na gestão de recursos humanos em mais de duzentas empresas, foram identificados indicadores usados pelas empresas para medirem a eficiência na gestão de recursos humanos. Estes indicadores, são;

· Nível de pessoal, empregados a tempo inteiro por cada 1.000 empregados;
· Custos, custos de recursos humanos por cada empregado da empresa;

Factores chave para medir a eficácia na gestão de recursos humanos, passam por indicadores quantitativos, como o tempo de ciclo, ou de contratação, taxa de erros, ou o ponto de turnover do funcionário. Nas métricas qualitativas foram identificados a satisfação do cliente, alinhamento com a estratégia da empresa, impacto nos resultados operacionais da empresa e adopção das melhores práticas. Ficou provado neste estudo, não existir uma correlação entre eficiência e eficácia, na gestão de recursos humanos das empresas. Empresas com bons níveis de eficiência, não necessariamente apresentavam bons níveis de eficácia.

Para alcançar elevados níveis de performance, as organizações com melhores resultados na gestão de recursos humanos, seguem 3 linhas orientadoras;

Alinhar a politica de recursos humanos com a politica de negocio
Este "acertar de agulhas", têm de acontecer a vários níveis. A centralização de processos transaccionais e processos que requeiram alguma capacidade técnica e talento, num centro de excelência, permite a prestação de serviços de qualidade ás várias áreas de negocio da empresa. Algumas grandes organizações têm centros de apoio aos funcionários, para tratar de benefícios, pensões, pagamentos, processamento de acontecimentos da vida, dar entrada de dados do funcionário, questionários e processamento de dados, aumentado a eficiência e satisfação dos mesmos.
Os parceiros das empresas na gestão de recursos humanos, são responsáveis por desenvolver as relações entre funcionários, liderar o planeamento da força de trabalho, e prestar apoio a todas as pessoas envolvidas directamente ou indirectamente com a empresa.


Fazer o outsourcing com precauções, assegurando sempre o controlo efectivo das operações
As melhores praticas dizem que deve dedicar-se tempo para decidir o que centralizar internamente, o que será para outsourcing e o que descentralizar. A pratica demonstra que as melhores praticas podem não ser usadas em operações subcontratadas, muitas vezes são utilizadas internamente pelas empresas, que utilizem por exemplo operações centralizadas, num ambiente de serviços partilhados. Deve ser feita, por isso, uma analise custo-beneficio, para avaliar potenciais alternativas.

Rentabilizar as tecnologias de informação
Empresas que utilizem um único sistema informático de gestão de Recursos Humanos, são mais eficientes e efectivas, e mais focadas estrategicamente, do que empresas com sistemas fragmentados.

Alguns pontos-chave, partilhados por empresas bem geridas do ponto de vista dos Recursos Humanos;

· Optimizar processos e apoio transaccional;
· Fazer o Benchmarking de processos e performance;
· Consolidar sistemas;
· Adoptar serviços partilhados;
· Investir nas pessoas e no talento;
· Alinhar politica e estratégia de Recursos Humanos com a politica e estratégia do negocio;
· Focar atenção no valor e não no esforço;

Como um passo inicial, empresas de topo optimizam processos e apoio de transacções, em vez de se concentrarem em pagamentos e benefícios á administração, para se concentrarem mais no planeamento da força de trabalho, planeamento da carreira, desenvolvimento dos funcionários, recrutamento e retenção de funcionários. Através de benchmarking as empresas garantem que os objectivos atingidos são os propostos. Standarização, consolidação e centralização das operações de Recursos Humanos, num ambiente de serviços partilhados, ajuda a aumentar a eficiência e efectividade, permitindo ás empresas aumentar o nível de serviço prestado e focarem-se no talento, não nas transacções. As tecnologias da informação fornecem, as bases necessárias, facilitando a eficiência, permitindo inovações e crescimento futuros, integrando dados e processos da empresas.

As empresas, na gestão de Recursos Humanos, devem-se centrar no valor e não no esforço.

1 comentário:

Nuno Amaro disse...

O carácter emocional da rentabilidade.
A sensibilidade das empresas em relação ao conforto e bem-estar dos seus colaboradores é cada vez mais um factor importante para o sucesso de qualquer área de negócio. Esta mudança de mentalidade, procura fundamentalmente criar laços entre as pessoas e os espaços de trabalho, como forma de potenciar o capital humano e assim aumentar a competitividade das empresas. O sentimento de pertença e de reconhecimento destes valores, conferem também uma melhoria nas relações interpessoais, o que assegura uma maior sustentabilidade num mercado cada vez mais competitivo. Neste sentido, a IMERGE pretende dar a conhecer um conjunto de soluções, que garantem resultados a quem procure não só implementar as suas filosofias e valores institucionais internamente, como para quem as procure comunicar de forma eficaz para o público externo.
Para um maior conhecimento das nossas competências procure-nos em www.imerge.pt.